segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Yup-pie

Trabalhando dia a dia
feito feitor de empresas
Empreendimentos e ações
Negócios da bolsa e da vida.
Chefe sou eu desta empresa
Administro o amor
Capital e finanças
Da carteira plena de moedas...
Trabalhando a vida
Nela ouço o metal
Do mercado dos homens
Compro o diamante
Para a mulher;
Meu rosto tem suor...
Com o suor do rosto
Ganho a paixão:
a modernidade
Do sujeito humano
Ou executivo Dinâmico!
E o tlin-tlin das moedas
E dos mercados vitais!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Encanto Poético

Desce celeste
Com vertigem
Arrefecendo
o bem do mundo.

Desce mas dói
Na queda
de meu pensamento.

Jaz aqui
A ordem meditada.


Meio dia levanta
O meu humor
A ironia baixa
E descansa.

Lépido ao dia
Meus torpores
Gangrenam.

Viver imbrica
Com o meu eu...

O término
Visita o dilema
De estar aí:
Para o que der poesia...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Poeta Maníaco

Gestos decisivos
Manias e tiques
Costumes do corpo
Mania de morte
A vida é mudança
Transtornos...

Dia a dia transgride
Altera
Metamorfoseia
Se muta
E simula:
Crueldade...

Virtualmente
Mania de Platão
Mania de Marcos
Ser eu mesmo:
Todos os dias
Mutável.

Poesia Altera
Corrige e transtorna
A vida sempre -;
Extraordinária!
delicada e pênsil.
Vertiginosa!

A Pedra Brilhante

Entre os dedos
A pedra azul
em Círculo
Por dedos ágeis
Notei a dureza.
Por dias a olhava.
Seu cerne abria-se
Feito polpa.
Era lanhada
E dura - pedra.
Dura que cortava
As emoções
Ao se separar
Por entre os dedos
Jogada a meus pés...
Era brilhante e pedra
E a via em seus lanhos
Dura e cortante.
Havia descido da encosta.
Do solo.
A pedra de matizes
Diversos e brilhantes
Rolara até meus pés;
Do garimpo da terra.
A pedra em sua beleza
Diariamente ultrajava-me!
Sísifo novamente condenou-se...

domingo, 18 de outubro de 2009

O Bicho!

No Mar tanta tormenta
E tanto dano
Tantas vezes
A morte apercebida.

Na Terra
Tanta engano
Tanta Guerra
Tanta necessidade aborrecida.

Onde poderá acolher-se
O fraco humano
onde terá segura
A curta vida:

Que não se arme
E se Indigne
O Céu sereno
Contra um bicho da terra
Tão pequeno!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Surreal

O volume do quadro é Hiper-Real
As formas são ordenadas no caos
a realidade é transfigurada e cortante - surreal.
A beleza desta estética é imaginária - o real não se mostra.
Não é mais possível representar a realidade.
O artista se vê impossiblitado de retratar algo definido!
Ele move as massas e as formas
Em sua expressão abstrata!
Por um golpe mágico mostra a impossibilidade
Que tem sob a visão
Dizer o surreal!
Este poema com sua linguagem
denotam dois artesãos,
Um da palavra e outro da imagem:
Ao abrirem as mãos para dizerem o inusitado
Retratar o que está velado e oculto
E que por fatalidade se mostrará.
Por raro instante
A realidade surreal
Hermética e codificada
A re-invenção do real!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Esquema de Poesia

Cantou-se a musa e falamos da beleza
Idealizaram outra humanidade e novos seres,
Romperam com velhos preconceitos e formas
Pensaram o futuro e gritaram - nada adiantou.

Libertaram o homem e louvaram a pátria
Novamente idealizaram o brasileiro e romperam com regras
Fizeram política e foram as ruas - revolucionaram.
Criaram panfletos e jornais - encenaram e emudeceram.

O poeta respirou bem e tomou fôlego
traduziu em versos a vida moderna - foi escândalo.
Hoje o poeta medita e guarda o silêncio;
E em seu pensamento os ideais e certezas: o estilo.

E continua emboscado aguardando a chacina.
O contemporâneo e a atualidade inquietam-se...
Ele pronto para o salto e munido de palavras:
Aguarda sua vez e mantêm-se inventivo
audaz: jovem e resoluto...