sábado, 18 de junho de 2011

Ensaio Literário

Considero pré-modernista a Manuel Bandeira e Cecília Meireles pelo fato de em seus trabalhos (poesia) o elemento lírico presente, mas com criação e sem estudo de estilística, o que caracteriza o moderno, fora de regras definidas e o elemento autoria presente. Mário de Andrade é Modernista por que há personagens e estética, obras comentadas, teatro de autores, recolha de impressões literárias. Drummond tem uma estética definida (Procura da Poesia) roteiro de como fazer versos. Mas ainda não é como Ferreira Gullar: livre de imposições com manifesto e contemporâneo. O Romantismo de Alberto de Oliveira à parte neste texto sincrético. Jovem e rebelde dentro de seus limites, inventivo e amoroso, com certo teor mórbido. O Romance em Machado de Assis ou em Guimarães Rosa traz vida a personagens, há a liberdade de gerar o sujeito da obra, o caráter. Mas estão vivos no universo da escrita. A Poesia Portuguesa com Florbela Espanca, Fernando Pessoa e Cesário Verde: atinge o ápice. Os escritores atuais, poetas, estão enredados em uma proposta de poesia para onde não se enxerga a saída para a boa poesia portuguesa já feita – o dilema do poeta atual português. O Brasil e os poetas brasileiros desta geração do Séc. XXI estão apaixonados pelo trabalho com a linguagem, experimentação e inovação: busca da marca própria. Caráter pessoal do poeta. Eles estão dispostos a trabalhar a poesia. Esta fala nada mais é que episódio. Este ensaio tateante.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

DIÁLOGO

O que é a análise para Lacan? A que serve o pensamento analítico e a psicanálise? A principio afirmamos que serve também para autoanálise. Para ajuda de pacientes com casos clínicos? – Nem sempre...
Aproximar Lacan e Sartre é muito difícil. Encontrar um elo que os aproxima é muito inverificável. De todo modo, a dialética e a análise tem algo em comum? – Não!
- “Me dá um desejo de morte ou de dor...”. – Lacan comentaria esta improvável fantasia ou queixa? Falaria da pulsão de morte ou de Tânatos, diria que a vida não é só prazer e que o paciente deve recalcar seus desejos, comportar-se bem. Que a cultura e a vida social, não permitem muitas liberdades.
Sartre por sua vez diria: - “Você deve engajar-se e lutar, engajar seu desejo em algo material, promover a existência em algo essencializante, primordial, a luta pela produção social de bens materiais desejáveis, algo eminentemente positivo, não-alienante, possivelmente bom politicamente. Eis o meu desejo engajado no plano político”.O que é estar em falta com o desejo? Lacan diria: - “A busca desregrada do prazer e desejo. Não respeitar a lei. Mas também perder o objeto de desejo e o desejo de seu a. O objeto a psicanalítico nada mais é que o desejo engajado - diria Sartre”.

Luta Política

Sartre está mais para o lado da fenomenologia ou de um existencialismo que propõe. Ele raras horas aborda concisamente o desejo. O rapaz do “O Existencialismo é um Humanismo”, se vai à guerra ou fica com a mãe e a família, Sartre diz que ele fez o certo - escolheu. Paga o preço da consciência. Ser sujeito de si. Até na submissão somos livres. Existem pequenos aparelhos de poder que se impõem. São bastante ardilosos. É desejo fascista. Combater diariamente esta máquina desejante – o fascismo ou o nazismo – é angustiante. Há pessoas que são “chefezinhos”. Agem de má fé. Porém seu desejo não é liberto. Eis o que Sartre critica em política – a de “De Gaulle”: por exemplo. Sartre aceitou o comunismo. Escreveu livros de política e prática marxista - dialéticas. Em “Maio de 68” foi militante político. Não se queria mais partidos para a revolução, não se falava de tomar o “poder de estado”, mas a questão do desejo, liberar, desentravar - a satisfação. Surgiram pessoas como Deleuze e Guattari ou mesmo Baudrillard, Foucault. O que se ambicionava era o desejo, a revolução. Um novo conceito de revolução – certo individualismo sim. Sartre quanto a esta questão – silenciou. Mas lutou. O último intelectual clássico. Percebe-se nova forma de intelectual. Junto às massas com palavras de ordem. O desejo para todos nesta época era eminentemente político. Desejar é fazer “a” política individual e coletiva, social e desejante. Ansiar e desejar, satisfazer as pulsões é fazer política. A propaganda de massa atrapalha. A indústria procura satisfazer a produção de objetos. O socialismo de Sartre age seu desejo como engajo. Sartre deseja fazer arte, peças de teatro, romances, amar “Simone de Beauvoir”. Aceita o feminismo. Não quer ser familiarista, certa liberdade sexual. Foi motivo de polêmica. Pequeno burguês atuante – provocava seu sorriso de mofa. Sartre viveu a segunda guerra mundial e a reconstrução da Europa. Combateu e foi metereologista. Não aceitou o Prêmio Nobel. Muito controverso. Sabia perfeitamente o que os fascistas desejam. Embora adote práticas militantes de esquerda. Em “O Ser e o Nada” escreve capítulo exclusivo à Psicanálise. Mas não tinha a clareza de um Guattari quanto ao desejo em “O Anti-Édipo”. Ou de um Baudrillard em “O Sistema dos Objetos”. A liberdade era algo tão patente para si quanto fazer política. Engajar o desejo muitas vezes praticou - distintamente.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Razão e Política

O que é a felicidade? - O ideal de humanidade realizado no homem. A completude do ser humano. O bem viver e agir, o estar na cidade como bom cidadão, atuando de forma racional e controlando seu lado irracional, prazeres e desejos e agindo suas reações. De forma ampla e em linhas gerais – em um rasgo primeiro. A busca da satisfação do ser humano não é apenas a felicidade e o sumo bem realizado para si na cidade, mas, o que é mais interessante, agir racionalmente e ser verdadeiro. Não há felicidade sem se saber a verdade do sumo bem. Trilhamos o caminho em direção ao agir racional quando conhecemos a verdade. O indivíduo em primeiro lugar deve se colocar a questão: o que é a verdade? E depois de conhecê-la (o bem primeiro, a felicidade, o viver bem, o agir racionalmente, o atuar como cidadão conhecendo como deve agir em prol da cidadania, da política racional - o bem geral).
O homem individual realiza em si o ideal da humanidade e outros indivíduos participam deste bem. Ser feliz é viver bem. Ninguém é feliz por nada. Agir de modo racional implica realização e completude – o verdadeiro bem. Atuar na cidade segundo as regras racionais e praticar o bem para a cidade, enquanto indivíduo significa estar ao lado de outros indivíduos felizes, racionais e atuantes, a formação da cidade de modo racional. Sou feliz por que tenho as necessidades satisfeitas, por que ajo racionalmente e me conheço enquanto indivíduo e sei do que sou capaz, minha função na cidade, seja de governante ou filósofo – é racional e bom.

INCONSCIENTE

Ah! A Razão!
Nós diríamos: - “O Inconsciente é um museu, de símbolos, signos e arquétipos, imagens, sonhos e delírios”. Um “museu de grandes novidades”. “O inconsciente é estruturado como uma linguagem” – diz Lacan. Sartre afirma que o desejo deve engajar-se, prender-se e grudar-se a um objeto. Objeto político de desejo. O museu do inconsciente. O desejo de Lacan e Sartre onde se encontram?
Usando uma linguagem fisiológica, Sartre com a voz ativa na política, entre a multidão desejante e engajada, pronta a lutar, Lacan com seu silêncio na escuta do analisando, a transferência, o olhar sobre o gesto do paciente no divã, os seminários eventuais, a re-leitura de Freud incessante, o buscar o pré-texto, a língua original. Sartre e a arte nas revistas da época, o café em Paris, seu cigarro aceso, falar com o operariado, criticar o PCF francês, aulas em Sorbonne de cunho “imaginário e intelectual” – o papel do intelectual engajado. Lacan com seus chistes de linguagem, atos falhos, comentário de quadros, um basta na polidez e extravagância. A psicanálise e o psicanalista como forma de vida e estilo. O pensamento analítico. Uma analítica do poder. Mil demônios. Legião e corja de demônios.

domingo, 5 de junho de 2011

CINEMA

Estaremos sendo vistos quando olhamos para a tela? O enquadramento do espectador? Senão o quê seria o cinema? Um olho - grande olho para as imagens do mundo? O "real" não seria uma imagem que prevalece? As narrativas de cinema nos conduzem a experimentar ou bem enxergar a "transcendência" do mundo - seu caráter incerto de imagem que falseabiliza o modelo - a imagem verdadeira contestada?

domingo, 1 de maio de 2011

psicofísico

A produção múltipla escrita, a função autor, o ofício de escritor através da experiência pessoal com gêneros variados e também após adentrarmos realidades específicas distintas, modalidades, medindo as consequências e implicações, o que conseguimos e os efeitos, em suma, a amplitude desta ação, os agentes e atores, pessoas destacadas para certos ofícios e nossas experimentações, objetivos e o conceito de livro-evento: tudo cristaliza em situações e conjunturas desejáveis e procuradas. O Evento Livro forma de conteúdo com significaçao ampla e geral. Denota estado de coisas realizável - psicofísico.