quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A MESA E O AMBIENTE

Sobre a mesa
O jarro barroco
Réstias de pão.
Água gelada.
O casaco na cadeira,
A janela e a paisagem
O quadro multicolorido.
Meu amor imenso.
A poesia entre os dedos.
Esta maça esquálida,
Sim esta maçã.
A colher entre os lábios.
Esta maçã torpe.
A maçã da queda
Da futilidade
Do dia a dia.

domingo, 29 de janeiro de 2012

ESTA PROGRAMAÇÃO É LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS!

domingo, 15 de janeiro de 2012

A LITERATURA EM AGONIA


Durante algum tempo Victor Hugo e Balzac conseguiram dos seus trabalhos de escritores controlar a imprensa, o resultado de seu desempenho em jornais, a editoração de seus livros. Machado de Assis no Brasil foi tipógrafo e jornal da capital publicou versos. Como era de boas relações na cidade do Rio de Janeiro, sua obra encontrou poucos empecilhos em sua difusão. Na Europa durante o Século XIX proletários escreviam jornais e versos, manifestos, com boa aceitação do público. Em França: Camus, Sartre, outros tantos mais que não cito devido a importância para o movimento revolucionário. A Literatura em agonia, o romance exalando seus suspiros de futilidade, a proposta atual de escrita literária ressurge envolta em movimentos culturais mais despertos. A agonia da literatura significa o valor dúbio e camuflado, carregado de significações ideológicas. O escritor em suas ações desenvolve e induz ao redor atuações múltiplas, funções variadas: imprensa, editoração e notícia. O significado transitório e a eficácia local, em torno de sujeitos que trilham percurso, por vezes, onde não há retorno para o campo literário. Eis por que a literatura agoniza. Encontrar da parte dos agentes a aceitação e plenitude. Manter o desenvolvimento do ato literário.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A SENHORITA MEMORIOSA


Marcos Silva Oliveira


Recebi das mãos de uma gentil senhorita esta missiva de 1818 do Barão de Canterbill para Sr. Anthony Charles Briddey. Foi me dada para que a guardasse. A senhorita Missdrey pediu que a deixasse primeiro a ler em voz alta e que devido ao tempo, estamos em 1908, a guardasse nas relíquias de família. Adiantou que outras cartas poderiam encontrar-se em seu sótão, guardadas ainda como segredo. O futuro escolherá outras mãos e personalidades para as conhecerem. Já que foram trocadas estas missivas, durante a revolução industrial ocorrida na Inglaterra. Quando ainda haviam sofredores. Pôs-se então a ler:

Sr. Anthony Briddey

As máquinas de meu galpão têxtil, movida por crianças e mulheres, por 2 sopas ralas, algum agasalho, muito barulho e infernais, alguns homens que as provem de combustível, com a produção em larga escala: baixamos o preço do linho. Os rolos de tecido já prontos: os tingimos de escarlate. É preciso também falar das febres. Os esgotos da rua a céu aberto. Muita gente estropiada. A neve dia a dia, retiramos com a pá defronte a porta. Deverei comprar de ti alguns suprimentos e novos teares. Aguardo atenciosamente resposta.

Barão de Canterbill.

A senhorita Missdrey estava pálida. Mal articulava a voz de apreensão. Disse a ela que no ano de 1908 corrente: estes acontecimentos inexistem. Ela então sorriu, levou a carta junto aos seios, após a ter dobrado, pediu-me para a deixar retornar ao cofre, em seu sótão, onde estão outras estão para serem lidas em um futuro promissor.
Estou bastante comovido. Há uma promessa de felicidade. O ar de Londres, outra vez, é gasoso, mas, ainda nos apraz o respirar.


Alegre / ES, quinta-feira, 05 de Janeiro de 2012.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Texto no Caderno Pensar "A Gazeta" de Vitória

Confirmado no dia 24 de dezembro, sábado, no Caderno Pensar, texto a ser publicado: “Educação em Piaget e Wygotsky” – Jornal A Gazeta de Vitória.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Matéria em "A Gazeta" de Vitória

O Jornal “A Gazeta” de Vitória publicará texto “Educação em Piaget e Wygotsky” creio que no caderno “Pensar”. Estou feliz por que está até na moda ler este caderno no momento. Sairá com foto e perfil profissional. Não é legal?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

IMORTALIDADE

O tempo e a eternidade
Sonho da vida eterna -,
O Homem e os deuses,
A comparação feita -;
A imortalidade salva!
Sócrates está vivo
Ele ri dos algozes
O instante existe.
Veremos depois:
O portal eterno!
O universo é mágico:
A natureza solene -;
Grave é a vida...
Morrer é doce...
A Imortalidade!
Platão vive no instante,
E agora é acusado...
A poesia renasce!
República em festa...
Renasço platônico!
O tempo e o espaço
A curva do tempo
Outra dimensão!
Solene e grave,
É o eterno ou imortal!
Minha morte não doeu,
Morte rápida de herói,
Renascerei das cinzas.
A poesia atingiu a vida,
Conquistei o eterno!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Demiurgo

O Ocidente se confunde com o Ocidente!
O sonho de beleza da forma: sua retidão.
O homem estátua! Modelado e impassível!
Esculturando e idealizando a existência...

Pensou que o estilo faz o homem!
Adentrou nas profundezas e modelou
Seu projeto de existência da angústia.
Se viu belo, verdadeiro e retilíneo!

Seu olhar perdido no horizonte
Revelou as dobras do pensamento,
Modelou do sonho o corpo e a virtude,
Nunca duvidou que é capaz e apto.

Desmorona o Ocidente contemplativo.
O homem surgiu com seu estilo!
Seu projetou modelou a estátua:
Aguarda a hora de vê-la viva!

domingo, 20 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO

“Texto Constitucional de 5 de Outubro de 1988. Cap.3. Seção I. Da Educação. Art. 206. II – Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III – Pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, a coexistência de Instituições públicas e privadas de ensino – VI – Gestão democrática do ensino público, na forma da Lei; Art. 208 § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo”.


Ao adentrarmos no espaço da digitalização, da educação pública, toda sorte de recursos para a comunicação e manifestação do pensamento, inclusive propagação e a formação do ensino democrático livre, encontramos toda sorte de adeptos, de aprendizes, de colaboradores e a iniciativa de aprender e ensinar – a concepção pedagógica da liberdade, pública, cidadã e plena de cooperação: ajuda. O espaço social e das relações, a pessoa do pedagogo e do aprendiz, em um processo de aprendizagem aberto, de comunicações e transmissões – veiculação do saber. As condições de urbanidade, de formação de grupos, de agenciamento em instituições, sejam de ensino, ou públicas e a entrada em diversos espaços onde a pedagogia da liberdade é constantemente frisada. O mural, a biblioteca, a livraria, a sala de aula, as relações com professores, a instituição de ensino feita obrigatória, lugar de passagem, a manifestação em jornais, a distribuição de escritos, o diálogo, a opinião pública, o afirmar a posição política enquanto especulação, o pluralismo das idéias devido o convívio com profissões diversas e locais que servem ao ensino subjetivo. Esta forma de educação é contínua, ao ar livre, uma espécie de ginástica conceitual, de concepção pedagógica livre. Há agenciamento da família, relações com a biblioteca, com a livraria, com o diálogo, com a impressão de escritos, relações com instituições de ensino, a via pública ou a praça: feitas locais de manifestação política, o mural, a caixa de correio, a mensagem, a formação de enunciados e palavras de ordem, diversos grupos em relação de aprendizagem. Inclusive a sociedade informatizada. Este processo de educação é uma espécie de ginástica do pensamento, ao ar livre, muita liberdade de aprender e ensinar – educação constante e contínua...

domingo, 13 de novembro de 2011

A Paixão de Pensar

Quando um Leonardo da Vinci desenhou e imaginou todos aqueles inventos e faltou a engenharia de sua época a realização: isso me comove...
O Exemplo de Julio Verne com sua literatura fantástica e ficções, o imaginar viagens espaciais ou a visita ao centro da terra, e ele ser apenas escritor que fantasia e hoje ser possível, algumas de suas aventuras e viagens me encanta...
O fato de um operário trabalhar dias e dias, mover as máquinas e ver de seu trabalho a fonte de sua vida, e também fazer política, passar por horas difíceis e miseráveis, e algum dia organizar-se e defender seus direitos, revolucionar-se, lutar por condições dignas de vida, mas nunca deixar de lado seus afazeres, é a mostra de que existe algo admirável no gênero humano.
Quando alguém é contrário ao incêndio das florestas e se diz ecologista e defende a vida, em prol de um eco-sistema natural onde preserve outras formas de vida e lutam por manter a face do planeta com seus seres vivos e é obstinado nesta luta, e briga por maior sensatez para a exploração dos recursos naturais, vejo que o homem é incansável na busca do verdadeiro bem.
Admiro alguém que empunha armas e bombardeia o país vizinho, morre por medidas necessárias, busca solucionar o conflito, pratica a violência, quer o bem de sua pátria e quase engole seu próximo, vai ao extremo, percebo que há algo no gênero humano, assim como a luta entre a vontade de viver e o instinto de morte, onde nunca saberemos quem vencerá, mas quando buscarmos as razões, esta atitude extrema se revelará dramática para a espécie, para o que crê determinado povo...
Diante desta exposição a minha paixão de pensar nota todas estas contradições e o conflito e a incerteza, a busca do melhor para o gênero humano, revela-se uma aventura, drama onde a busca da verdade e certeza do melhor, promove nossos instintos, as razões, o amor, o gesto do punho eriçado, a paixão de viver que me prende a este planeta contraditório...
A raça humana vive o drama de seu projeto, de sua caminhada, a tentativa de habitar a terra lutando por ideais e crenças e o homem morre para o que crê, vai até ao paroxismo...
Este dilema dos povos, das raças, das nações, do homem, do gênero e da espécie, desta escolha em ter: por exemplo, esta casa no monte e uma vida tranqüila, mulher e filhos, esconde o heroísmo da escolha do homem comum. O meu pensamento vagueia diante desta obtusidade, diante do heroísmo de qualquer opção, do absurdo por vezes da ação, deste estilo de vida contrário ao meu parceiro, desta guerra onde quero o meu bem, e onde o drama de viver é questionado, onde meus valores precisam ser pensados, onde cedo ao outro, onde vejo o crime, as mãos de alguém em gesto de dádiva, o drama da espécie humana, minha paixão e razão de viver é pensar esta riqueza e contradições...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Filósofo Legislador


Kant demonstrou que não conhecemos nem o sujeito nem o objeto em si. Muito menos que desvelamos a verdade, mas sim que na ciência – legislamos.
Afirmava que certos fenômenos eram submetidos a vontade humana. Que se dobrava ao bel prazer de nosso interesse.
Ora, o filósofo legisla acerca da natureza humana e a natureza física – o cosmos.
Esta hipótese cosmológica, portadora de dialética para o conhecimento humano, impunha-se segundo certa lógica não de descobertas, revelações, mas no controle do fenômeno – aparição.
Que a verdade deixa-se conhecer segundo a vontade humana. Os fenômenos eram observados e o sujeito e os objetos de estudos, dobravam-se a nossa índole e trato.
Legislar para ele era conhecer na medida em que a natureza, os fenômenos físicos e o cosmos, eram diagnosticados para conhecer suas características.
Propunha a saída fenomênica, ao contrário da relação sujeito-objeto.
Bastante inteligente este percurso do conhecimento e da ciência – nova solução para o pensamento, intervenção do homem com a legislação - para desvendar o constatável...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

CURIOSO

Gosto de pensar – raciocinar. Estive pensando no imperativo categórico Kantiano: “tu deves!”. Após longos rodeios, a liberdade como conceito. E em demais classificações. E o conseqüente e imenso número de categorias do pensamento moderno. Devido ao plural de disciplinas e campos – o continente da investigação: avistei. Será preciso usar o recurso de afirmar ser moral estas especulações? Bem: de fato, constatei que não há livre arbítrio de pensarmos o que quisermos, ou o melhor na situação, durante a ação. Quanto mais quando ela se prolonga – dura. Não reconheço o eu. A qualidade do sujeito. O conhecimento inibe nossa ação, deste fato: “ - que vergonha!”.

domingo, 23 de outubro de 2011

UM BONDE CHAMADO DESEJO (FRAGMENTO)


STELLA - Então você não acha que a sua atitude superior está um pouquinho fora de lugar?

BLANCHE - Eu não estou sendo nem me sentindo superior, absolutamente, Stella. Acredite-me, não estou! É só isso. É assim que eu vejo isso. Com um homem como Stanley, a gente sai uma, duas, três vezes quando está com o diabo no corpo. Mas viver com ele? Ter um filho dele?

STELLA - Já disse a você que o amo.

BLANCHE - Então tremo de medo, por você! E... Tremo de medo por você...

STELLA - Não posso impedir que você trema. Se insiste em tremer... (Pausa).

BLANCHE - Stella, posso falar... Francamente?

STELLA - Sim, pode. Vá em frente. Com a maior franqueza.

(Fora, um trem se aproxima. Elas ficam em silêncio até que o ruído se extingüa. Ambas estão no quarto. Sob a proteção do barulho do trem, Stanley entra, vindo de fora. Ele fica, sem ser visto pelas mulheres, segurando alguns pacotes nos braços, e ouve por acaso a conversa que se segue. Ele usa uma camiseta e calças de pano leve, riscado de azul e branco, e sujas da graxa).

BLANCHE – Bem, com licença da má palavra, ele é ordinário!

STELLA - Ora, sim, suponho que sim.

BLANCHE - Supõe! Você não pode ter esquecido tanto assim a educação que recebeu Stella, para estar só supondo que exista qualquer indício de cavalheiro na natureza desse homem! Nem sequer uma partícula, não! Oh, se ele fosse apenas... Comum! Apenas simples... E bom e saudável, mas, não. Existe alguma coisa francamente bestial nele! Você está me odiando por dizer isso, não está? (friamente) em frente e diga tudo, Blanche. Ele age como um animal. Tem hábitos de animal. Come, fala, anda como um animal. Há nele qualquer coisa de subumano, qualquer coisa de gorila como nesses quadros antropológicos que a gente vê por aí. Milhares e milhares de anos se passaram e aí está ele: Stanley Kowalski, o único sobrevivente da Idade da Pedra trazendo para casa a carne fresca da matança da floresta! E você... Você aqui... Esperando por ele? Talvez ele a ataque ou talvez grunha e beije você! Isto é, se já tiver descoberto o beijo. A noite cai e os outros gorilas se reúnem lá na cova da frente, todos grunhindo, bebendo; estraçalhando-se com ele. A sua "noite de prazer" como você chama a sua reunião de gorilas! Alguém rosna... Alguma criatura bota a mão em alguma coisa... E lá vem a briga! Meu Deus, Stella, talvez nós estejamos muito longe de sermos feitos à imagem de Deus. Mas, Stella, minha irmã, houve algum progresso no mundo desde então. Coisas como a arte, a poesia, a música, uma espécie de nova luz apareceu... Em algumas pessoas sentimentos mais nobres começaram a surgir... E são esses sentimentos que devemos cultivar. E fazer com que eles cresçam em nós, e agarrarmo-nos a eles, e fazer deles a nossa bandeira, nossa marcha escura, para onde quer que estejamos indo... Não, Stella. Não fique para trás com os brutos.

(Outro trem passa lá fora. Stanley hesita, lambendo os lábios. Então, subitamente ele se volta, furtivo, e se afasta da porta ao frente. As mulheres ainda não perceberam sua presença. Quando o trem termina de passar, ele chama através da porta da frente, que está fechada).

STANLEY - Ei, Stella!

STELLA (que esteve ouvindo Blanche atentamente) - Stanley!

BLANCHE - Stella, eu...

(Mas Stella já se foi para a porta da frente. Stanley entra descuidado, com seus pacotes).

STANLEY - Olá, Stella, Blanche voltou?

STELLA - Sim, ela voltou.

STANLEY - Olá, Blanche. (Sorri ironicamente para ela).

STELLA - Você deve ter entrado embaixo do carro.

STANLEY - Os malditos mecânicos do Fritz não sabem distinguir o rabo deles de... Eh!

(Stella o abraça com ambos os braços, com paixão, e bem à vista de Blanche. Ele ri e aperta a cabeça dela contra a sua. Por cima da cabeça dela ele ri ironicamente para Blanche através das cortinas. Enquanto as luzes vão diminuindo com uma luminosidade que permanece mostrando o abraço dos dois, a música do piano “blue”, com trompete e bateria, se faz ouvir).

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

‎"A internet não é um ciberespaço monolítico ou "não-lugar". Em vez disso, ele é constituído por inúmeras novas tecnologias, utilizadas por diversas pessoas em muitas locações do mundo real. Consequentemente, há muito a ser ganho por uma abordagem etnográfica, atrrvés da investigação de como as tecnologias da Internet estão sendo compreendidas e assimiladas em algum lugar em particular (Miller & Slater,2001, p. 1).

domingo, 16 de outubro de 2011

FILOSOFIA DO ORÁCULO

***
(Em forma de Poesia)

Narra a lenda que quem consultasse o oráculo, seu destino estaria traçado. Assim fez Édipo anteriormente e toda a tragédia chegou ao final. A sabedoria do Rei e de todos, o desvencilhar da trama, mostra que a sabedoria excessiva, tentar controlar o destino é fora da medida, é algo contrário às leis da natureza, a verdade destas vidas se revela já conhecida, ou pronta a se desvelar – vir à mostra.
A figura do adivinho ou a verdade através da revelação, o querer saber a todo custo, o revelar os enigmas: significam um ato contrário às leis da natureza, à naturalidade, ao bom andamento de nossa existência.
A procura, o encontro, a busca incessante, o usar de todas as forças para contrariar o que vem acontecendo, o homem se mostra divino, feito um deus, o herói do seu destino ou dos protagonistas de qualquer história...
A ficção deixa de existir, a verdade que se revela, cega os protagonistas. Os atores da vida vêem a verdade nua: desvelada e posta à mostra, dos pés à cabeça...
O oráculo nada mais é que essa vontade de saber, de conhecer para agir, de controlar os acontecimentos, de ter a verdade a todo custo. Mas ele diz veladamente, com simbolismo, com luz e trevas, com argúcia, pondo à mostra toda ignorância anterior...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

SUCESSO!

Os sociólogos americanos quando enfocam diversos grupos sociais presentes em instituições políticas, grupos econômicos com agentes sociais, certos indivíduos atuando em espaços públicos, carreiras que os atuantes desempenham funções múltiplas – os sociólogos quanto ao desempenho: os classificam em grupos de sucesso. Aos grupos de sucesso pertencem todos aqueles que de forma exemplar nos escalões da sociedade em suas empresas, obtiveram sucesso. Os presentes nestes grupos são intitulados de formadores de “superclasse” que em suas ações e labor: implementam peculiares níveis originais de status e riqueza. Estes grupos de sucesso constituem em seus inclusos as pessoas mais influentes do mundo. A sociologia americana destacou em seus procedimentos, o seu diferencial perante outros analistas da sociologia.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

POP FILOSOFIA


O filósofo é um estrangeiro em sua própria terra. A Grécia para ele é um rincão perdido em seus sonhos. A utopia da filosofia permanece viva na insistência em filosofar. Para ele o pensar é uma estranha fábula. Ele cria seus monstros, suas estórias, as fábulas, por exemplo, Hércules e sua túnica, Empédocles e as sandálias, Heráclito e Zeus jogando malha, assim como raciocina em como chegar à verdade, em ter clareza, em conhecer as forças da natureza...


O filósofo dá um crédito enorme à razão. Saber a razão de tudo que diz, do discurso que defende, a opinião que proclama – “o logos de onde fala...” A verdade da filosofia é uma batota por vezes, na boca de outros, de quem supõe o que seja filosofar. A filosofia é um crédito que abrimos a nós mesmos, a nossa individualidade, mas temos este discurso, para nos revelar: a filosofia ensinou a caminho que chega a nós mesmos. Não nos perdemos no labirinto de Teseu, nosso fio nem sempre é o caminho da convicção, mas o da permissão de prosseguir. É o que pedimos acanhadamente...


A vida moderna e atual é múltipla, o filósofo apresenta sua imagem, por vezes a do pensador, do professor, do poeta, mas isso é disfarce, máscara. O filósofo contracena, arma um teatro, monta um discurso, onde outros tomam voz. Vermos Sartre com sua prática Filosófica, através da literatura, com o escritor surgindo, a vida de pequeno burguês contestada, mas também a figura do crítico e revolucionário, que ele era, sua intelectualidade surgindo nas lutas eventuais, pelo ativismo político, nas ruas de paris. Enxergamos Foucault com a liberdade do pensamento, a favor do delírio, mostrando nos quadros de sua expressão, as disciplinas e o confinamento, a que fomos reduzidos, pelo aparelho “humanidades”. Poderemos ver em Barthes a literatura e a linguagem, surgindo inesgotável, para nosso prazer das lutas. A paixão do pensamento nas dobras do signo, numa linguagem amorosa, por vezes desperta para a sua tirania – a gramática. Nietzsche com seus grandes bigodes, na tentativa de esconder seu sorriso, aponta os artistas da violência, os poetas embriagados... Enfim, a Pop Filosofia é música e canção, é este gato que passa sorrateiro, nas sombras da noite, nos telhados da imaginação, mas também é fotografia, dos arranhas céus de qualquer metrópole, o urbano e denso que suportamos... A Pop Filosofia é uma canção de Belchior, ou do Kid Abelha, que colocam em pauta, a escritura, a análise, a educação. Muito de delírio, experimentação e este coração sangrando por uma pitada de liberdade e um pouco de imaginação.

domingo, 18 de setembro de 2011

Pós-escrito

A produção múltipla escrita, a função autor, o ofício de escritor através da experiência pessoal com gêneros variados, e também após adentrarmos realidades específicas distintas, modalidades, medindo as conseqüências e implicações, o que conseguimos e os efeitos, em suma, a amplitude desta ação, os agentes e atores, pessoas destacadas, para certos ofícios e nossas experimentações, objetivos e o conceito de livro-evento: tudo cristaliza em situações, conjunturas desejáveis e procuradas. O Evento Livro forma de conteúdo com significação ampla e geral. Denota estado de coisas realizável processado e instaurado – psicofísico[1]. O conteúdo da obra pretende expor ao leitor interessado a pergunta: se existem eventos psicofísicos. A filosofia do universo da escrita e do pensamento - filosofia da mente. Até que ponto existe uma literatura filosófica e sua importância para o evento-livro. Acontecimento singular. Especular a obra que seria um livro evento – acontecimento cultural e livresco. E sua importância para a carreira “acadêmica”. Qual seria a relação entre a ação humana e o corpo: a consequente cultura do livro, o pensamento e a mente. Uma crítica à filosofia contemporânea e sua linguagem. Propomos verificação de certas sentenças e proposições - afirmativas. A adequação do que vai pela mente e o mundo externo. A matriz do evento.


[1] Salientamos que não desconhecemos os nomes filosóficos Donald Davidson, Kim, Blaise Pascal e Richard Rorty. Embora nossas análises adquiriram sentido e direção bastante diferenciadas.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Discriminação

O livro a “Discriminação Negativa” de Robert Castel acerca de rebeldia de jovens das periferias de Paris em 2005, discorre sobre o fato de se proclamarem “Autóctones da República” e não cidadãos: pelo fato do Estado Francês ter falhado em suas políticas públicas quanto a este grupo e fatia social na região metropolitana. Apontam violência policial e discriminação negativa no que se refere à sua condição econômica. E pelo fato de sua grande maioria serem filhos de imigrantes de colônias francesas, e, certo racismo, por seu tipo físico. Há no livro manifestos e Rap para Marianne, estatísticas do governo francês, quanto à escolaridade, trabalhos exercidos e sua renda. O autor Robert Castel é muito lúcido e competente. Seu parecer político é favorável à esta luta desencadeada e indica mesmo haver questões raciais na frança e que deveria haver maiores informações estatísticas acerca deste fenômeno não só na frança, mas, em toda a Europa.

sábado, 27 de agosto de 2011

A IDENTIDADE HACKER

Todos os dias certo cidadão bastante conhecido em Recife adentrava uma Lan House e demorava no uso de seus computadores.
Algumas vezes foi visto pelo proprietário a buscar imagens e abrir diversos endereços de e-mail. Também escrevia textos curiosos e os selecionava.
Alguns dias depois, demorou longamente no espaço da Lan House. Havia aberto um Site e o registrado. Nesse momento pediu também que imprimissem certos cartões e o recortassem e no outro dia lhe foi entregue.
Foi visto por poucas pessoas quando se retirou da cidade em um táxi. Chegando em Olinda pagou o motorista e pediu que não comentasse o fato.
Conseguiu em poucos dias trabalho em um bar e local para dormir. O horário de trabalho era longo. Quando perguntavam quem era mostrava o cartão.
Deram-lhe por pessoa inteligente: pois se dizia escritor. Raras vezes executava seu trabalho paralelo de escritor. Seus escritos eram visto no Site.
Em pouco tempo foi conhecido como Daniel Souza. O que ganhava e as poucas regalias faziam de seus gastos mínimos. Era o suficiente para viver.
Era bastante simpático e afetuoso e afirmava lidar com computadores para propaganda de seu trabalho de escritor.
Meses depois disse que deveria ir embora. Retirou-se da cidade e foi dessa vez sem dizer para onde ia.
O fato é que havia mudado de nome. A identidade era falsa. Ninguém o soube. Havia dissimulado. O hacker foi-se desta cidade com o mito de “Daniel Souza” em Olinda e curiosa pessoa em Recife.
De fato era mesmo mais um anônimo na multidão. Uma pessoa sem rosto e identidade e um falsário e dissimulador. O hacker dos tempos modernos.